A ideia
de que a matéria é composta por minúsculas unidades que não
podem ser divididas em unidades menores, já é muito antiga. Por exemplo,
podemos encontrar referências a esse conceito na Grécia antiga. A palavra “átomo”
significa “sem partes” em grego. Porém, só séculos mais tarde, é que a
existência dos átomos foi realmente demonstrada. Apesar disso, aquilo que
hoje chamamos de átomo não é na realidade a menor unidade que existe, pois
o próprio átomo é constituído por vários elementos menores. De forma
simples podemos definir o átomo como uma unidade básica de matéria que
possui um núcleo central de carga elétrica positiva, envolto por uma nuvem
de elétrons que possuem carga negativa.Átomo
terça-feira, 15 de novembro de 2016
O Átomo
A ideia
de que a matéria é composta por minúsculas unidades que não
podem ser divididas em unidades menores, já é muito antiga. Por exemplo,
podemos encontrar referências a esse conceito na Grécia antiga. A palavra “átomo”
significa “sem partes” em grego. Porém, só séculos mais tarde, é que a
existência dos átomos foi realmente demonstrada. Apesar disso, aquilo que
hoje chamamos de átomo não é na realidade a menor unidade que existe, pois
o próprio átomo é constituído por vários elementos menores. De forma
simples podemos definir o átomo como uma unidade básica de matéria que
possui um núcleo central de carga elétrica positiva, envolto por uma nuvem
de elétrons que possuem carga negativa.Modelos atômicos.
1- Modelo
de Dalton:
O
químico inglês John Dalton (1766-1844) retomou as ideias de Leucipo e Demócrito
e, baseando-se em leis já comprovadas experimentalmente, como as Leis Ponderais, ele propôs resumidamente que o átomo seria parecido com
uma bola de bilhar, isto é, esférico, maciço e indivisível.
2-Modelo
de Thomson:
Assim,
em 1897, o físico inglês Joseph John Thomson (1856-1940) passou a trabalhar com
a ampola de Crookes, ou seja, um tubo onde gases eram submetidos a voltagens
elevadíssimas, produzindo raios catódicos. Quando se colocava um campo elétrico
externo, esses raios se desviavam em direção à placa positiva, o que
significava que o átomo teria partículas negativas, que ficaram denominadas
como elétrons.
O átomo
é uma esfera de carga elétrica positiva, não maciça, incrustada de elétrons partículas negativas, de modo que sua carga total seja nula.
Esse
modelo foi comparado a um pudim de passas.
3-
Modelo de Rutherford:
Em
1911, o físico neozelandês Ernest Rutherford realizou um
experimento que pode ser visto no texto Átomo de Rutherford, em que ele bombardeou uma finíssima
lâmina de ouro com partículas alfa vindas do polônio radioativo. Ele observou
que a maioria das partículas atravessava a folha, o que significava que o átomo
deveria ter imensos espaços vazios.
O átomo
seria composto por um núcleo muito pequeno e de carga elétrica positiva, que
seria equilibrado por elétrons partículas negativas, que ficavam girando ao
redor do núcleo, numa região periférica denominada eletrosfera.
O átomo
seria semelhante ao sistema solar, em que o núcleo representaria o Sol e
os elétrons girando ao redor do núcleo seriam os planetas.
Em
1904, Rutherford descobriu que na verdade o núcleo era composto por partículas
positivas denominadas prótons e, em 1932, Chadwick descobriu que havia também
partículas neutras no núcleo que ajudavam a diminuir a repulsão entre os
prótons.
4-
Modelo de Rutherford-Bohr:
O
estudo dos espectros eletromagnéticos dos elementos pelo físico dinamarquês
Niels Bohr (1885-1962) permitiu adicionar algumas observações ao modelo de
Rutherford, por isso, o seu modelo passou a ser conhecido como modelo atômico
de Rutherford-Bohr:
Só é
permitido ao elétron ocupar níveis energéticos nos quais ele se apresenta com
valores de energia múltiplos inteiros de um fóton.
Surgimento da Tabela periodica.
A história
da tabela periódica começa em 1817 com a
"lei das tríades" de Johann Wolfgang Dobereiner e termina
com a disposição sistemática de Dimitri Mendeleev e Lothar Meyer dos
elementos químicos demonstrando a periodicidade dos mesmos em uma tabela
organizada.
Teorias para explicar a matéria foram elaboradas pelos filósofos
gregos ainda na Antiguidade, pelo qual postulava-se que toda a matéria era
formada a partir de quatro elementos que poderiam ser transformados um no
outro, conceito explorado pela alquimia.
Classificação dos elementos quimicos.
Os
elementos químicos da Tabela Periódica são classificados em cinco grandes
grupos: metais, ametais (ou não metais), semimetais, gases nobres e hidrogênio.
Metais: os
metais constituem a maior parte dos elementos existentes (dois terços). Eles
estão representados pela cor amarela na Tabela acima e correspondem a 87
elementos.
Em
temperatura ambiente eles são duros, sólidos, com exceção apenas do
mercúrio (Hg), que é líquido. São condutores de calor e eletricidade.
Ametais
ou Não metais: são os 11 elementos indicados na Tabela acima pela cor
rosa: Carbono (C), Nitrogênio (N), Fósforo (P), Oxigênio (O), Enxofre (S),
Selênio (Se), Flúor (F), Cloro (Cl), Bromo (Br), Iodo (I) e Astato (At).
Esses
elementos possuem as características opostas dos metais, ou seja, não são bons
condutores de calor e eletricidade. Pelo contrário, a maioria funciona como
isolante
Semimetais: esta nomenclatura está em
desuso, pois a IUPAC (União Internacional de Química Pura e Aplicada) não
reconhece mais essa classificação desde 1986. Entretanto, em muitas Tabelas
sete elementos ainda são classificados dessa forma, pois possuem características
intermediárias às dos metais e às dos ametais.
Gases
Nobres: representam os elementos da família 18 (0 ou VIII A), que são,
respectivamente: hélio, neônio, argônio, criptônio, xenônio e radônio. Esses
elementos são gasosos na temperatura ambiente e, normalmente, são encontrados
na natureza em sua forma isolada, pois assim são mais estáveis. Além disso,
eles não formam compostos com outros elementos espontaneamente.
Hidrogênio: esse
elemento não se enquadra em nenhum grupo da Tabela Periódica. Em algumas
Tabelas ele aparece na família dos alcalinos, por possuir um elétron em sua
camada de valência. Aliás, essa é sua única camada eletrônica. Porém, suas
características não são semelhantes às dos elementos dessa família.
Classificação das famílias na tabela periódica.
Os elementos pertencentes ao
mesmo grupo apresentam propriedades semelhantes e, em geral, o mesmo número de
elétrons no nível mais externo de energia camada de valência.
Os
elementos num grupo têm configurações semelhantes na camada de elétrons mais externa dos seus
átomos: visto que a maioria das propriedades químicas tem a ver com as
interações dos elétrons exteriores, isto tende a dar aos elementos do mesmo
grupo propriedades físicas e químicas semelhantes.
Os
grupos da tabela periódica são numerados de 1 a 18. Antigamente eram numerados
de 1 a 8, com subdivisões A e B .
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